Conta e organização

Biblioteca de provas

O acervo permanente da organização: cadastrar provas com passo a passo, prints e o arquivo original, tags e famílias, dificuldade editorial × cumprimento em campo, busca e gestor de tags.

Comissão

O que é a biblioteca de provas

A biblioteca de provas é o acervo permanente da organização: um catálogo de provas com enunciado, resolução, passo a passo, prints, o arquivo original e tags que vive fora do ciclo das edições. Ela não pontua nada nem aparece para as equipes — é a memória da Comissão, para consultar o que já foi aplicado e reaproveitar ideias na hora de montar a próxima edição.

A prova da biblioteca é uma ficha, não uma prova em jogo. Enquanto a prova de uma edição tem janela, tentativas e placar, a ficha do acervo guarda a memória: como se resolvia, quantas equipes cumpriram, que bônus tinha, de qual edição veio.

Só o Admin da organização enxerga

A biblioteca é superfície exclusiva do Admin da organização. Para os demais membros, para coordenadores e para participantes ela simplesmente não existe: o cartão não aparece na página da organização e a rota é recusada mesmo digitada na barra de endereço. O acervo é por organização — cada uma tem o seu, e nada é compartilhado entre organizações.

O caminho é /organizations → a sua organização → o cartão Biblioteca de provas. Dentro dela, a barra lateral revela cinco seções:

  • Acervo — a lista de todas as provas, com busca e filtros.
  • Criar prova — o assistente guiado, em seis passos.
  • Nova prova — o formulário de cadastro.
  • Tags — o gestor do vocabulário de tags da organização.
  • Como fazer provas — o guia com as mecânicas, o tempo e a calibragem.

O acervo não interfere na competição

Cadastrar, editar ou excluir uma prova da biblioteca não muda nada em nenhuma edição, nem em andamento nem encerrada. São mundos separados: a ficha do acervo apenas descreve uma prova; quem entrega e pontua é a prova cadastrada na edição.

Cadastrar uma prova

O cadastro acontece em dois tempos, e isso é de propósito: passos e imagens só podem existir depois que a prova tem identidade. Você salva os dados, a prova nasce, e a tela seguinte já traz o editor de passo a passo e a galeria.

Ainda decidindo a prova? Use o assistente

Nova prova é o cadastro seco, para quando a prova já está pronta. Se você ainda está escolhendo a cifra, o número de camadas, o tempo e a pontuação, a biblioteca tem duas portas melhores: o assistente Criar prova, que conduz a decisão em seis passos e termina com a ficha preenchida, e o guia Como fazer provas. Os dois ficam no menu lateral da própria biblioteca.
  1. 1
    Clique em Nova prova e preencha o formulário. Só o Título é obrigatório — todo o resto pode entrar depois.
  2. 2
    Clique em Salvar e continuar. A prova é criada e você cai na tela de edição.
  3. 3
    Ali embaixo estão o passo a passo, a galeria de imagens e os arquivos, que salvam por conta própria, sem depender do botão do formulário.
  4. 4
    Para revisar como a ficha ficou, use Ver a prova — é a mesma tela que você abre clicando num cartão do acervo.

O formulário é dividido em blocos:

  • Identificação — Título, Tema, Autor e as tags.
  • Conteúdo — Enunciado (o que a equipe leria) e Resolução (o texto corrido da solução). São campos de texto puro, sem formatação: as quebras de linha que você digitar são preservadas na exibição.
  • Pontuação e dificuldade — a pontuação sugerida (PC, PG, PU ou PN, o mesmo vocabulário das provas de verdade), a dificuldade editorial e as notas livres de cada uma.
  • Cumprimento em campo — quantas equipes cumpriram sobre quantas participaram.
  • Origem e uso — se a prova é Nunca usada, Usada ou Cancelada, a edição de origem (ex.: Itajaí Challenge 2017), o código pelo qual ela era chamada (ex.: P3) e o rótulo de etapas.
  • Aplicada em — quando a ficha está ligada à prova real de uma edição, ela mostra qual edição, qual prova (com o nome que a edição usou, e a trilha quando havia variante por equipe) e um atalho para abri-la no console. Se o vínculo existir mas a prova tiver sido removida, a ficha diz isso em vez de esconder; se o sistema não conseguir consultar naquele instante, diz que não conseguiu.
  • Operação — janela, entrega, bônus e observações: o que a Comissão precisa lembrar se um dia for aplicar essa prova de novo.

Ficha incompleta é ficha válida

O acervo histórico nasceu resolução-primeiro — muita prova antiga tem a solução registrada e nenhum enunciado. A ficha mostra isso com honestidade (“Enunciado não catalogado”) em vez de fingir que está tudo lá. Preencher o que falta é trabalho incremental, prova a prova, sem pressa.

Excluir leva prints e arquivos junto

Excluir uma prova tira a ficha do acervo e apaga as imagens da galeria e os arquivos anexados. O diálogo diz quanta coisa vai embora antes de você confirmar, e a ação não tem desfazer.

Passo a passo e prints

Além da resolução corrida, a prova pode ter um passo a passo numerado — a receita da solução, um passo por vez, cada um com a possibilidade de carregar um print.

  1. 1
    Na tela de edição, use Adicionar passo e escreva o texto de cada um.
  2. 2
    Reordene com as setas ↑ ↓ e remova com a lixeira. Nada disso vale antes de salvar.
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    Clique em Salvar passos. Só depois de salvo é que cada passo ganha o slot para receber um print.

O passo a passo é salvo por inteiro

O botão salva a lista inteira, na ordem em que ela está na tela: passos existentes são atualizados (e mantêm o print), passos novos são criados e passos que você removeu da lista somem de vez — com o print deles. Passo sem texto barra o salvamento; esvazie o campo e remova o passo antes de salvar.

A galeria aceita três tipos de imagem: Enunciado, Resolução e Passo. As duas primeiras aparecem nas seções correspondentes da ficha; a de passo aparece embaixo do texto daquele passo específico.

  • Escolha o tipo das próximas imagens, depois selecione vários arquivos de uma vez — ou simplesmente cole um print com Ctrl+V em qualquer lugar da página.
  • As imagens entram numa fila com pré-visualização; você confere, ajusta o tipo e envia. O envio é um a um, com o estado de cada item à vista.
  • Formatos aceitos: JPEG, PNG, WebP e GIF. Qualquer outro arquivo é recusado.
  • Cada imagem pode ter uma legenda, e a ordem dentro de cada tipo se ajusta pelas setas.

Um print por passo

Um passo carrega no máximo uma imagem. Enviar um print para um passo que já tem um substitui o anterior — não empilha. Para uma sequência de telas, crie um passo para cada.

Os prints são privados

As imagens do acervo não têm link público: elas são servidas mediante autenticação e só chegam a quem é Admin da organização dona da prova. Um endereço de imagem copiado e colado fora do sistema não abre nada.

Arquivos: o documento original da prova

Além dos prints, a ficha guarda o arquivo — o .docx ou .pdf de onde saíram enunciado, resolução e imagens. É o que salva a prova de envelhecer: daqui a três anos o texto recortado pode não bastar, mas o documento de origem reabre inteiro, com formatação, tabelas e anexos.

Na tela de edição, o bloco Arquivos fica logo abaixo da galeria. Escolha um ou vários arquivos, ajuste o papel de cada um e envie — o envio é sequencial, com o estado de cada item à vista, igual ao das imagens.

  • Arquivo original — o documento de onde a prova veio. Cada prova tem no máximo um.
  • Complementar — todo o resto: gabarito, planilha de correção, material de apoio. Quantos você quiser.
  • Cada arquivo aceita uma legenda e mostra tipo e tamanho na lista.

Um original por prova — e não existe “substituir”

Enviar um segundo arquivo como original é recusado: ou você remove o atual, ou manda o novo como complementar. Também não há botão de trocar o arquivo — remova e envie de novo. Remover o original libera a vaga na hora.

Formatos aceitos: PDF, Word (.doc, .docx), PowerPoint (.ppt, .pptx), Excel (.xlsx), OpenDocument (.odt), texto (.txt, .md) e ZIP — até 25 MB por arquivo (o limite é configurável pelo administrador do sistema, e a tela sempre mostra o valor em vigor). Qualquer outro formato é recusado antes de o envio começar.

Na ficha da prova, os arquivos aparecem na seção Arquivos, com o original em destaque e um botão Baixar por linha.

Arquivo do acervo sempre baixa — e só para o Admin

Como os prints, os arquivos não têm link público: o download exige sessão e passa pelo mesmo controle de Admin da organização dona. E o arquivo nunca abre dentro do sistema — clicar em Baixar salva no seu computador, onde você o abre no programa de sempre.

Excluir a prova leva os arquivos junto

Assim como as imagens, os arquivos anexados somem com a ficha. O diálogo de exclusão diz quantos vão embora antes de você confirmar.

Tags e famílias

As tags são o vocabulário da organização — o que dá liga ao acervo. Cada tag pode pertencer a uma família, que é só um agrupamento de texto livre (Criptografia, Lógica, Campo…). A família serve para as telas listarem as tags em blocos em vez de uma sopa alfabética.

  • No formulário da prova, o campo de tags busca no vocabulário existente e, se nada casar, oferece criar a tag na hora — sem sair do cadastro.
  • Tag criada assim nasce sem família e cai no grupo Sem família, que fica sempre por último nas listas. Dar família a ela é trabalho do gestor de tags.
  • Cada tag tem um identificador derivado do nome (minúsculas, sem acento, com hífens). É por ele que o sistema evita tags duplicadas na mesma organização — Cifra de César e cifra de cesar são a mesma tag.
  • Na ficha da prova, clicar numa tag abre o acervo já filtrado por ela.

Dificuldade: editorial × cumprimento em campo

A biblioteca mede dificuldade por duas réguas independentes, e é importante não confundir uma com a outra.

  • Dificuldade editorial — o julgamento de quem catalogou: Fácil, Média, Difícil, Brutal ou Não avaliada. É opinião, e você a escolhe à mão.
  • Cumprimento em campo — o fato histórico: quantas equipes cumpriram a prova sobre quantas participaram. Você registra a fração (ex.: 2/6) e o sistema calcula a faixa sozinho.

A faixa é calculada, nunca digitada

Com pelotões pequenos — seis, oito equipes — um corte por porcentagem mente. A régua é fracionária: 2/6 e 1/3 caem na mesma faixa porque são a mesma proporção. Sem fração registrada, a faixa é Sem dados — que é uma ausência de informação, não um veredito de prova fácil.
Da fração para a faixa
Cumpriram / equipesProporçãoFaixa exibida
0/6ninguémNinguém cumpriu
2/6até um terçoMinoria
3/6entre um terço e dois terçosMetade a dois terços
5/6dois terços ou maisMaioria ampla
6/6todas100%
—sem fração registradaSem dados

Registrar a fração exige os dois números juntos, e o numerador nunca passa do denominador.

As duas réguas juntas contam a história

Uma prova Fácil que ninguém cumpriu provavelmente tinha um problema de enunciado ou de janela, não de dificuldade. Uma Brutal com 6/6 talvez estivesse mais gentil do que parecia. É a divergência entre as duas colunas que vale a leitura.

Buscar no acervo

O acervo carrega inteiro e filtra na hora, sem recarregar a página. A busca por texto varre título, tema, código de origem, edição e nomes de tags, e ignora acentos: digitar cifra de cesar acha Cifra de César. Vários termos separados por espaço reduzem juntos — todos precisam casar.

Além da busca, seis filtros combinam livremente:

  • Dificuldade — a régua editorial.
  • Cumprimento — a faixa calculada.
  • Uso — nunca usada, usada ou cancelada. É o filtro para achar material inédito.
  • Pontuação sugerida — PC, PG, PU ou PN.
  • Edição de origem — as edições que aparecem no acervo, montadas a partir das próprias fichas.
  • Tags — clique nos chips para escolher quantas quiser. O par Qualquer uma / Todas decide se a prova precisa ter ao menos uma das tags marcadas ou todas elas.

O endereço guarda a busca

Os filtros vão para o endereço da página, então uma busca útil vira um link compartilhável — “cifras nunca usadas”, “provas brutais de 2019” — que abre já filtrado para quem tiver acesso. Os chips no topo mostram o que está ativo e saem com um clique; Limpar tudo zera de uma vez.

No celular, os filtros ficam num painel que sobe pela base da tela pelo botão Filtros — com o número de filtros ativos no próprio botão e o total de resultados no rodapé do painel.

Gestor de tags: renomear, família e mesclar

A tela Tags lista o vocabulário inteiro agrupado por família, com o número de provas de cada tag ao lado. É onde o vocabulário é curado — principalmente depois de uma importação, quando muita tag entra crua e sem família.

  • Nova tag cria uma entrada direto no vocabulário, com nome e família.
  • Renomear ou definir família ajusta uma tag existente. Renomear regenera o identificador da tag; as provas ligadas a ela continuam ligadas.
  • Mesclar em outra tag é a ferramenta principal — a seguir.
  • Excluir só funciona com zero provas. Tag em uso não é excluída; o caminho é mesclar.

No merge, a tag da linha é a origem — ela desaparece

Você abre o menu na tag que quer eliminar e escolhe a tag de destino. Todas as provas da origem passam para o destino, sem duplicar quem já tinha as duas, e a origem sai do vocabulário. O diálogo mostra quantas provas serão movidas e com quantas o destino fica. A ação não tem desfazer — confira o sentido antes de confirmar.
Mesclar “cesar” em “Cifra de César”
TagPapelProvas antesProvas depois
cesarOrigem — desaparece4—
Cifra de CésarDestino — fica9até 13

“Até” porque prova que já tinha as duas tags conta uma vez só: o merge não duplica vínculo.

Uma sessão de curadoria vale por meses

Vocabulário grande envelhece mal: dez variantes do mesmo conceito fazem o filtro por tag perder a graça. Depois de uma importação grande, reserve um tempo para varrer o grupo Sem família, mesclar as variantes nas tags canônicas e dar família ao que sobrou. O acervo fica navegável de verdade.